Lupi afirma que prefeitos do PDT alavancam Projeto Nacional de Desenvolvimento


Por Bruno Ribeiro / PDT-RJ
08/02/2021

Presidente nacional da sigla abriu I Seminário Trabalhista e ratificou a importância da qualificação

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, abriu, nesta segunda-feira (8), o I Seminário Trabalhista valorizando a importância dos mais de 300 prefeitos do partido na solidificação do Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND), capitaneado por Ciro Gomes. Organizado em parceria com a Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), a iniciativa pedetista busca ampliar a qualificação e o engajamento dos gestores.

“Estamos promovendo seminários para os nossos prefeitos, base do Projeto Nacional de Desenvolvimento que Ciro vai difundir e divulgar para todo o Brasil. E o primeiro foi organizado pelo prefeito, por duas vezes, de Niterói (RJ), Rodrigo Neves, que mostrou sua capacidade, competência e força eleitoral”, explicou Lupi.

“Nós, do PDT, somos a resistência da democracia contra qualquer ditadura e profetas da ignorância, que imperam no Brasil de hoje”, completou.

Primeiro da série programada para os próximos meses, o debate contou, ainda na abertura, com a participação do presidente da FLB-AP e secretário-geral nacional do partido, Manoel Dias, que enalteceu a integração dos quadros para fortalecer as bandeiras do Trabalhismo.

“Priorizem a educação. Estimulem a criação de escola pública de tempo integral. O conhecimento emancipa e transforma a vida do povo”, afirmou, mencionando Getúlio Vargas, Leonel Brizola e João Goulart como parâmetros para a promoção de ações progressistas a partir do campo popular.

Experiências

Na sequência, a partir da mediação e coordenação de Rodrigo Neves, especialistas analisaram a “Pandemia e os principais desafios da crise sanitária nas cidades em 2021”., com ênfase em governos bem sucedidos, na transferência de dados e indicadores para análise de cenários, bem como na construção de projeções para superar os impactos.

Transmitido pelas redes sociais pedetistas, o painel teve como destaques o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e o prefeito reeleito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, que analisaram caminhos exitosos da saúde pública municipal com contribuições do pesquisador da Fiocruz e diretor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Rômulo Paes, e do doutor pelo Fiocruz e professor da faculdade de Medicina da UFRJ, Roberto Medronho.

Perante o sucesso da gestão pedetista em Niterói, que é ampliado a partir da eleição de Axel Grael — também presente —, Rodrigo Neves fez uma análise do cenário desafiador nas cidades. Para ele, existe a possibilidade de pandemias intermitentes e, com isso, fica indispensável a necessidade de um planejamento estratégico adequado e inovador para enfrentar cada realidade afetada por interferências sociais, econômicas, fiscais e políticas.

“Estamos, de fato, diante de um fenômeno sem precedentes. É a mais grave crise sanitária da nossa geração. E ela vai mudar os paradigmas e os modelos de desenvolvimento e gestão”, pondera, citando ainda a absorção de exemplos adaptados para mitigar problemas rotineiros, como o nível de desigualdade social e o histórico de desorganização do espaço urbano.

“O esforço do partido de propiciar a análise, a informação e, sobretudo, a troca de experiências na gestão pública é algo fundamental porque todos os prefeitos se veem, no dia a dia, diante de problemas que todos nós, que já governamos, já enfrentamos. É comum a todos”, relata Neves, que está cursando doutorado sobre a temática na Universidade de Coimbra, em Portugal.

Já Roberto Cláudio, que é médico, pontuou medidas de sucesso implementadas na Prefeitura da capital cearense desde março de 2020, quando foi identificada e confirmada a transmissão comunitária do coronavírus. A cidade é um dos maiores hubs aeroportuários do Brasil, o que atrai ampliados fluxos nacionais e internacionais de passageiros.

“A primeira, e mais importante, atitude em relação ao Covid-19 foi a humildade de reconhecer a limitação do nosso conhecimento para aprender com as experiências dos demais”, garantiu.

“É seguir também o aconselhamento de referências científicas e técnicas na área para que o processo de tomada de decisão do prefeito e secretário seja baseado na melhor evidência. E, assim, acumulando o melhor conhecimento”, acrescentou, relembrando do intenso caminho para salvar vidas com responsabilidade.

Vacina

Para Edvaldo Nogueira, que é vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos, a prioridade é manter a política de prevenção em consonância com o plano de imunização. Segundo ele, o balanço dos erros e acertos deve estar, portanto, aglutinado com o “olhar para o adiante”.

“O desafio, agora, dos prefeitos é de preparar as prefeituras para que a gente possa vacinar. Continuar o combate ao coronavírus tomando medidas de isolamento e o que for necessário como prevenção, mas criar condições para a vacinação, à medida que as doses forem chegando.

No mesmo patamar, Axel Grael ratificou a relevância da vacina no município fluminense, que foi pioneiro no desenvolvimento da CoronaVac a partir da parceria com o Instituto Butantan. Nesse contexto, criticou a mobilização tardia do governo federal, regido por Jair Bolsonaro, para aquisição de doses e organização das aplicações.

“As pessoas acabam se confundindo por falta de uma liderança, do próprio Ministério [da Saúde]. A gente acabou ficando com orientações muito fragmentadas de cidade para cidade”, relatou, projetando a chegada de novos lotes: “Há uma total incerteza sobre quantitativo que teremos nos próximos dias e as demandas são crescentes.”

Acompanhe a íntegra do primeiro encontro: https://www.youtube.com/watch?v=W7MMJO_pGn4