Goura propõe Rota Turística do Rio da Várzea no Paraná


Ascom Dep. Estadual Goura / Wellington Penalva
06/08/2025

Projeto une ecoturismo, cultura, mobilidade sustentável e desenvolvimento econômico

 

O deputado estadual Goura (PDT-PR) protocolou o Projeto de Lei 503/2025, que institui a Rota Turística do Rio da Várzea. O trajeto de 180 quilômetros vai percorrer oito municípios paranaenses — Tijucas do Sul, Mandirituba, Agudos do Sul, Quitandinha, Campo do Tenente, Lapa, Rio Negro e São José dos Pinhais — promovendo turismo sustentável, mobilidade ativa e valorização cultural.

“A Rota Turística do Rio da Várzea foi pensada como um instrumento de valorização de toda a bacia hidrográfica, conectando as pessoas ao rio com atividades de ecoturismo e lazer. Nosso objetivo é transformar esse território em um eixo de desenvolvimento sustentável, com protagonismo local e respeito ao meio ambiente”, destacou Goura.

O Rio da Várzea nasce em Tijucas do Sul e deságua no Rio Negro, na divisa com Santa Catarina, integrando a Bacia do Iguaçu. O curso d’água é estratégico para drenagem, recarga de aquíferos, manutenção de zonas úmidas e conectividade ecológica entre a Serra do Mar e a Bacia do Iguaçu.

Ecoturismo e mobilidade ativa

Segundo o deputado pedetista, a iniciativa vai fomentar atividades como trilhas, cicloturismo, pesca sustentável e canoagem, estimulando o turismo rural e a economia local.

“Com medidas simples, como sinalização e atividades culturais, conseguimos ativar o território, gerar renda e dar visibilidade a quem vive e resiste nessa região. A Rota Turística do Rio da Várzea é um convite para conhecer um Paraná diverso e sustentável”, afirmou.

Moradores e empreendedores da região elogiaram a proposta. Claudio da Cruz Franco, do Rancho São Miguel, em Quitandinha, vê no projeto uma oportunidade de preservar memórias afetivas e o ecossistema local.

“Meu desejo é que este rio continue preservado para meus filhos e netos. Essa iniciativa do deputado Goura ajuda a proteger e valorizar o que temos de mais especial”, disse.

Autonomia municipal e desenvolvimento regional

O projeto prevê que cada município tenha autonomia para definir os trechos da Rota, com possibilidade de criação de consórcios intermunicipais para gestão conjunta. As cidades poderão mapear atrativos naturais e culturais, eventos, hospedagens e feiras locais, fortalecendo a economia regional.

“Essa é também uma proposta de governança territorial. A lei dá as diretrizes, mas quem constrói a Rota são os municípios, em um pacto de corresponsabilidade para ativar o desenvolvimento com inteligência e sustentabilidade”, concluiu Goura.