{"id":20052,"date":"2010-01-19T00:00:00","date_gmt":"2010-01-19T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/index.php\/videos-pdt-lembra-88o-aniversario-de-brizola-hoje-dia-2201"},"modified":"2017-10-26T09:08:23","modified_gmt":"2017-10-26T11:08:23","slug":"videos-12-lembra-88o-aniversario-de-brizola-hoje-dia-2201","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt.org.br\/index.php\/videos-12-lembra-88o-aniversario-de-brizola-hoje-dia-2201\/","title":{"rendered":"V\u00cdDEOS: PDT lembra 88\u00ba anivers\u00e1rio de Brizola, hoje, dia 22\/01"},"content":{"rendered":"<p><DIV>Em Brasilia, estiveram presentes o senador Cristovam Buarque(DF), o presidente do diret\u00f3rio distrital Ezequiel Nascimento, l\u00edderes partid\u00e1rios, militantes e estudantes. L\u00e1 tamb\u00e9m estiveram Oniva Brizola, sobrinha do l\u00edder pedetista, e Jo\u00e3o vicente Goulart, filho mais velho do presidente Jo\u00e3o Goulart.<BR>Na ocasi\u00e3o, o senador Cristovam Buarque ressaltou o papel de Brizola na pol\u00edtica brasileira,l representado segundo ele, por uma mensagem e uma obra. A mensagem de fazer o pa\u00eds crescer com desenvolvimento social&nbsp; e a obra que realizou nos governos do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro.&nbsp;<BR><BR>NEIVA MOREIRA &#8211; Por sua vez, Ezequiel Nascimento, depois de lembrar a trajet\u00f3ria de Brizola, pediu aos presentes para tamb\u00e9m levar suas preces a Neiva Moreira, antigo dirigente nacional, jornalista e ex-deputado, que est\u00e1 hospitalizado desde a \u00faltima ter\u00e7a-feira, em s\u00e3o Luis, sua trerra. Neiva, de 92 anos, apresentava hoje (22\/01\/10) melhoras em seu quadro e j\u00e1 saiu da UTI para um apartamento do hospital de S\u00e3o Domingos.<BR><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>O PDT e todos os nacionalistas relembram, nesta sexta-feira, dia 22 de janeiro,&nbsp; o 88 \u00ba anivers\u00e1rio do nascimento de Leonel de Moura Brizola, homem que marcou todos os acontecimentos pol\u00edticos importantes ocorridos no Brasil na segunda metade do s\u00e9culo XX. Brizola se elegeu governador por tr\u00eas vezes: uma pelo Rio Grande do Sul, sua terra natal; e duas vezes pelo Rio de Janeiro, sendo um dos homens mais perseguidos pelo \u00f3dio implantado no pa\u00eds a partir de 1964. <\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Em todo o pa\u00eds acontecer\u00e3o atos, religiosos e pol\u00edticos para marcar a data hist\u00f3rica para os pedetistas. No Rio de Janeiro, o Diret\u00f3rio Estadual do PDT convida para missa na Igreja de S\u00e3o Benedito, na Rua Uruguaiana, esquina com Ros\u00e1rio, no Centro, a partir das 9 horas da manh\u00e3&nbsp; &#8211; com a presen\u00e7a do presidente nacional do PDT licenciado, Carlos Lupi, ministro do Trabalho. Em Bras\u00edlia a missa ser\u00e1 tamb\u00e9m \u00e0s 9 horas, mas na Igreja Dom Bosco. Estar\u00e3o presentes em Bras\u00edlia o Senador Cristovam Buarque (DF), l\u00edderes partid\u00e1rios, militantes e estudantes. Assista ao v\u00eddeo Legalidade do jornalista Fernando Brito.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><A href=\"http:\/\/pdt12.locaweb.com.br\/paginas.asp?id=504\">http:\/\/pdt12.locaweb.com.br\/paginas.asp?id=504<\/A>&nbsp;<BR>O v\u00eddeo da Legalidade, de Fernando Brito&nbsp;<BR><BR><br \/>\n<OBJECT height=250 width=250><PARAM NAME=\"movie\" VALUE=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/1s6lqT4cN-w&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;\"><PARAM NAME=\"allowFullScreen\" VALUE=\"true\"><PARAM NAME=\"allowscriptaccess\" VALUE=\"always\"><br \/>\n<embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/1s6lqT4cN-w&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"250\" height=\"250\"><\/embed><\/OBJECT><BR><BR><BR><A href=\"http:\/\/pdt12.locaweb.com.br\/paginas.asp?id=38\">Textos e fotos sobre a vida e obra de Brizola<\/A><BR><A href=\"http:\/\/pdt12.locaweb.com.br\/primeirapagina.asp?id=1102\">Outros v\u00eddeos do PDT, na ULB<\/A><BR><br \/>\n<DIV><STRONG><BR>Documento: Vida e obra de Leonel de Moura Brizola<\/STRONG><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Brizola nasceu em 22 de janeiro de 1922, numa casa r\u00fastica de madeira constru\u00edda pelo pr\u00f3prio pai na localidade de Cruzinha, hoje pertencente ao munic\u00edpio de Carazinho, no Rio Grande do Sul. Filho do tropeiro Jos\u00e9 Brizola e de Dona Oniva de Moura, foi o ca\u00e7ula dos cinco filhos \u0096 quatro homens e uma mulher. Ainda crian\u00e7a, pouco mais de um ano, perdeu o pai assassinado por uma coluna governista quando este retornava para casa ao final da Revolu\u00e7\u00e3o de 23, onde lutara ao lado dos maragatos contra a autocracia de Borges de Medeiros. Coube \u00e0 m\u00e3e Oniva a educa\u00e7\u00e3o dos cinco filhos, todos alfabetizados por ela. A situa\u00e7\u00e3o de pobreza tornou-se ainda mais grave depois da fam\u00edlia perder em ju\u00edzo a posse das terras e da casa. Oniva casou-se com Jo\u00e3o Greg\u00f3rio Estery, um colono vizinho, tamb\u00e9m vi\u00favo e com mais seis filhos; e todos se mudaram para o povoado de S\u00e3o Bento.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>O menino Leonel deixou a casa da m\u00e3e depois do casamento da irm\u00e3 mais velha, Francisca, acompanhando-a para Passo Fundo. Ali, matriculou-se na escola prim\u00e1ria e passou a ajudar o cunhado no a\u00e7ougue, entregando carne aos fregueses. Aos 10 anos, Leonel foi levado por um amigo da fam\u00edlia para Carazinho, onde passaria a morar num s\u00f3t\u00e3o de hotel a fim de trabalhar e continuar os estudos. A luta pela sobreviv\u00eancia levou-o a exercer as mais diversas atividades: lavou pratos em troca de casa e comida, foi engraxate, vendedor de jornais e carregador de malas at\u00e9 conseguir um emprego numa serraria, onde marcava t\u00e1buas.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>A primeira casa razoavelmente confort\u00e1vel que conheceu foi a do pastor metodista Isidoro Pereira e de sua mulher Elvira que, sensibilizados com o esfor\u00e7o do menino, decidiram abrig\u00e1-lo. Deram-lhe um quarto, roupas e o matricularam no col\u00e9gio da Igreja Metodista. Brizola adotou essa religi\u00e3o, converteu a m\u00e3e e v\u00e1rios colegas. Quando tinha 14 anos, ap\u00f3s conseguir do prefeito de Carazinho uma passagem de 2a. classe e uma carta de recomenda\u00e7\u00e3o para o diretor da Escola Agr\u00edcola, ele se transferiu, para Porto Alegre para estudar. Mais uma vez teve que trabalhar duro, primeiro como trocador de moedas, depois como ascensorista, enquanto aguardava ingresso na Escola Agr\u00edcola de Viam\u00e3o, uma espera que durou v\u00e1rios meses. Ao lhe pedirem a certid\u00e3o de nascimento, para a matr\u00edcula, descobriu que ainda n\u00e3o era registrado.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Brizola morou no pr\u00f3prio pr\u00e9dio da escola durante todo o curso e, depois de obter o diploma de t\u00e9cnico rural, aos 17 anos, foi novamente obrigado a procurar trabalho, empregando-se como oper\u00e1rio auxiliar de montagem numa refinaria. Depois de completar 18 anos, fez um concurso para fiscal de moinhos do Minist\u00e9rio da Agricultura. Foi aprovado, mas pouco tempo depois pediu demiss\u00e3o para voltar a Porto Alegre, onde foi trabalhar como jardineiro da Prefeitura. S\u00f3 ent\u00e3o, pode cursar o gin\u00e1sio e o colegial, estudando a noite na maior escola p\u00fablica do Rio Grande do Sul, o Col\u00e9gio J\u00falio de Castilhos.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Brizola prestou servi\u00e7o militar na Base A\u00e9rea de Canoas e conseguiu depois se formar piloto privado. Entre a carreira na Varig e o curso de Engenharia, optou pelo segundo.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Em 1942 ingressou na Faculdade de Engenharia do Rio Grande do Sul e, em 1945, participou da funda\u00e7\u00e3o do PTB ga\u00facho influenciado pelo movimento queremista, que ganhava as ruas e contagiava as massas, resistindo as inclina\u00e7\u00f5es de seus colegas de faculdade, na maioria oriundos de classes mais privilegiadas que se filiam ao PSD e a UDN. Ainda estudante de Engenharia funda com sindicalistas o primeiro n\u00facleo ga\u00facho do PTB, percorrendo o interior com lideran\u00e7as no esfor\u00e7o de consolidar o partido, participando dos primeiros com\u00edcios. Muito ativo, em um com\u00edcio diante da Prefeitura de Porto Alegre, chama a aten\u00e7\u00e3o de Get\u00falio Vargas que comenta com seus pares: &#8220;Botem este guri na chapa que ele vai muito longe&#8221;.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Em 1946, presidente da Ala Mo\u00e7a do PTB, \u00e9 lan\u00e7ado candidato a deputado estadual com o apoio dos estudantes. Elege-se como um dos cinco mais votados dentro da maior bancada da Assembl\u00e9ia Legislativa, a do PTB que mesmo n\u00e3o elegendo o governador, faz 23 deputados. Na instala\u00e7\u00e3o da Assembl\u00e9ia Constituinte ga\u00facha conhece Jo\u00e3o Goulart, que tamb\u00e9m iniciava o seu primeiro mandato parlamentar, ap\u00f3s organizar o PTB em S\u00e3o Borja e em toda a regi\u00e3o das Miss\u00f5es. Apesar da intensa atividade pol\u00edtica, conseguiu concluir o curso de Engenharia, formando-se engenheiro civil em 1949. Foi nessa \u00e9poca que Brizola conheceu Neusa, irm\u00e3 de Jango, com quem se casaria em primeiro de mar\u00e7o de 1950. Vargas, amigo da fam\u00edlia Goulart, foi padrinho do casamento, do qual resultaram tr\u00eas filhos: Jos\u00e9 Vicente, Jo\u00e3o Ot\u00e1vio e Neuza Maria.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>As elei\u00e7\u00f5es de 1950 reconduziram Get\u00falio ao Pal\u00e1cio do Catete. Jo\u00e3o Goulart elegeu-se deputado federal, enquanto Brizola obtinha o seu segundo mandato na Assembl\u00e9ia Legislativa ga\u00facha, onde assumiu a lideran\u00e7a da bancada trabalhista. Convidado pelo Governador Ernesto Dornelles para ocupar o cargo de Secret\u00e1rio das Obras P\u00fablicas, Brizola viveu a sua primeira experi\u00eancia como administrador, executando vasto programa de obras no Estado. Mas o come\u00e7o da sua proje\u00e7\u00e3o nacional viria nas elei\u00e7\u00f5es seguintes, ap\u00f3s o suic\u00eddio de Vargas. Eleito deputado federal, ele travou, desde o in\u00edcio, uma ferrenha batalha com o deputado Carlos Lacerda, da UDN.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>O mandado de deputado federal, no entanto, foi interrompido por sua campanha \u00e0 Prefeitura de Porto Alegre, quando adotou o slogan: &#8220;Nenhuma crian\u00e7a sem escola&#8221;. A preocupa\u00e7\u00e3o com a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica j\u00e1 se tornava uma obsess\u00e3o na vida de Brizola. Como prefeito, ele construiu dezenas de grupos escolares em toda capital ga\u00facha, sobretudo nas vilas e \u00e1reas pobres da cidade. Tamb\u00e9m desenvolveu um grande programa de abastecimento d\u0092\u00e1gua e modernizou o sistema de transporte coletivo.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Secret\u00e1rio de Obras e Prefeito de Porto Alegre<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Como Secret\u00e1rio de Obras do Rio Grande do Sul (1952\/1954), Brizola executou as seguintes obras: ponte sobre o Gua\u00edba; ponte sobre o rio Pardo; reaparelhamento do Departamento Aut\u00f4nomo de Estradas de Rodagem (DAER); mais de 100 projetos implantados de amplia\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de estradas; Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria Diretor Augusto Pestana, em Porto Alegre; implanta\u00e7\u00e3o do trem diesel Minuano; melhorias no Aeroporto Salgado Filho; reequipamento do Departamento Aerovi\u00e1rio do Estado; reaparelhamento do Departamento de Portos, Rios e Canais; implanta\u00e7\u00e3o de 23 portos lacustres e fluviais; constru\u00e7\u00e3o de 40 hidr\u00e1ulicas no interior do Estado; in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o de grande n\u00famero de Escolas P\u00fablicas.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Em 1955 Brizola se elege Prefeito de Porto Alegre com consagradora vit\u00f3ria &#8211; fazendo mais votos do que todos os demais candidatos juntos. Seus trunfos principais foram o plano de obras que executou na Secretaria de Obras, e o slogan: &#8220;Nenhuma crian\u00e7a sem escola&#8221;. A experi\u00eancia administrativa bem sucedida na terceira maior cidade do pa\u00eds na \u00e9poca, refor\u00e7ou a sua marca empreendedora e nitidamente popular.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>As suas principais obras como Prefeito de Porto Alegre (1955\/58), foram as seguintes: implanta\u00e7\u00e3o de sistema integrado de planejamento; reavalia\u00e7\u00e3o do Imposto Predial; canaliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em todas as Vilas Populares, de acordo com as prioridades estabelecidas pelas associa\u00e7\u00f5es de moradores; implanta\u00e7\u00e3o de 110 km de rede de \u00e1gua; constru\u00e7\u00e3o da hidr\u00e1ulica S\u00e3o Jo\u00e3o e aumento das outras duas grandes hidr\u00e1ulicas, Moinhos de Vento e Cristo Redentor; implanta\u00e7\u00e3o de mais de 80 km de rede esgoto; constru\u00e7\u00e3o de 137 escolas prim\u00e1rias para 35 mil alunos, acabando com o d\u00e9ficit escolar; remodela\u00e7\u00e3o, alargamento e ilumina\u00e7\u00e3o das avenidas Farrapos, Assis Brasil e Prot\u00e1sio Alves; urbaniza\u00e7\u00e3o do Passo da Cavalhada e asfaltamento da estrada Cristal-Cavalhada; dragagem-aterro do rio Gua\u00edba e implanta\u00e7\u00e3o da continua\u00e7\u00e3o da Av. Borges de Medeiros; renova\u00e7\u00e3o da frota de \u00f4nibus p\u00fablicos; implanta\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus el\u00e9tricos trolley bus; cria\u00e7\u00e3o do maior parque da cidade at\u00e9 hoje, o Saint-Hilaire; remodela\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de grande n\u00famero de parques e campos populares de futebol; cria\u00e7\u00e3o do Programa Integrado de reaparelhamento de Equipamentos Rodovi\u00e1rios para todas as prefeituras ga\u00fachas.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Governador do Rio Grande do Sul, em 1958 &#8211; e a Legalidade<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Em 1958, com amplo respaldo popular (mais de 670 mil votos contra 500 mil da coliga\u00e7\u00e3o PSD\/UDN\/PL), Brizola se elege governador do Rio Grande do Sul aos 36 anos de idade. Mesmo sem ter alcan\u00e7ado maioria absoluta na Assembl\u00e9ia, constr\u00f3i alian\u00e7as que lhe d\u00e3o respaldo \u00e0 a\u00e7\u00e3o administrativa.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>As suas principais obras como Governador (1959\/1962): implanta com recursos p\u00fablicos a ind\u00fastria A\u00e7os Finos Piratini, utilizando carv\u00e3o ga\u00facho em projeto pioneiro no Estado; traz para o Rio Grande do Sul a Refinaria de Petr\u00f3leo Alberto Pasqualini, decisiva para a futura instala\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias de adubos e do III P\u00f3lo Petroqu\u00edmico; implanta, com recursos p\u00fablicos, a A\u00e7\u00facar Ga\u00facho S\/A \u0096 AGASA, em regi\u00e3o canavieira pobre do Estado; incorpora o Banco do Estado do Rio Grande do Sul \u0096 BANRISUL \u0096 ao planejamento estadual e cria a Caixa Econ\u00f4mica Estadual; funda o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul \u0096 BRDE; conclui a Termel\u00e9trica de Charqueadas, de grande porte para a \u00e9poca, pr\u00f3xima a Porto Alegre, e p\u00f5e em opera\u00e7\u00e3o a de Candiota, localizada em Bag\u00e9, al\u00e9m de construir v\u00e1rias usinas de m\u00e9dio porte.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Brizola tamb\u00e9m encampa, dentro das normas legais, a Companhia Estadual de Energia El\u00e9trica, subsidi\u00e1ria da Bond &amp; Share canadense, ligada ao grupo americano American Foreign Power, que com a Light carioca cartelizavam a produ\u00e7\u00e3o de eletricidade nos maiores centros brasileiros; triplica em quatro anos a produ\u00e7\u00e3o de eletricidade do RGS, acabando com os racionamentos; encampa a Cia. Telef\u00f4nica Nacional, subsidi\u00e1ria da International Telegraph &amp; Telephone (ITT), ap\u00f3s o insucesso de longas gest\u00f5es, para melhoria dos servi\u00e7os telef\u00f4nicos do Estado; cria o Instituto Ga\u00facho de Reforma Agr\u00e1ria \u0096 IGRA, com a entrega de mais de 14.000 t\u00edtulos a agricultores sem terra, destacando-se \u00e1reas de assentamento como Fazenda Sarandi, Banhado do Col\u00e9gio, Capon\u00e9, Fazendas Itapo\u00e3, Taquari e Pangar\u00e9.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Ainda como governador inicia e conclui o maior programa de investimento em educa\u00e7\u00e3o realizado at\u00e9 hoje no Rio Grande do Sul, com a constru\u00e7\u00e3o de 5.902 escolas prim\u00e1rias, 278 escolas t\u00e9cnicas e 131 gin\u00e1sios, abrindo 700 mil novas matr\u00edculas e contratando 42 mil novos professores, acabando com o d\u00e9ficit escolar; lan\u00e7a as inovadoras Letras do Tesouro Estadual (brizoletas) que viabilizaram grande n\u00famero de investimentos sociais; faz uma s\u00e9rie de investimentos espec\u00edficos, com a cria\u00e7\u00e3o de Distritos Industriais, do Programa de Incentivo ao Trigo e do primeiro Zool\u00f3gico do Rio Grande do Sul, em Sapucaia do Sul.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>No plano pol\u00edtico, inicia o governo queimando os arquivos do Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (DOPS), eliminando a m\u00e1quina existente de repress\u00e3o no interior do governo estadual; introduz um programa radiotelef\u00f4nico semanal e pioneiro no Pa\u00eds, todas as sextas-feiras \u00e0 noite, de presta\u00e7\u00e3o de contas e esclarecimento sobre a administra\u00e7\u00e3o estadual; inicia e comanda a Campanha da Legalidade, sustando o plano que visava a impedir a posse do Vice-Presidente da Rep\u00fablica Jo\u00e3o Goulart, em a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica in\u00e9dita e que garante o respeito \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Brizola mobiliza o povo ga\u00facho e de todas as for\u00e7as de que dispunha. A voz de Brizola, defendendo a Constitui\u00e7\u00e3o, ecoa por todo o pa\u00eds atrav\u00e9s de uma cadeia de emissoras de r\u00e1dio, ganhando o apoio da opini\u00e3o p\u00fablica nacional. O Rio Grande do Sul se levanta numa jornada c\u00edvica, o general Machado Lopes, comandante do III Ex\u00e9rcito, adere \u00e0 luta contra o golpismo. Do seu posto de comando, o Pal\u00e1cio Piratini, sede do governo estadual, Brizola garante a posse de Jango. Este, por\u00e9m, contrariando a opini\u00e3o do governador ga\u00facho, que queria que as tropas legalistas do Sul marchassem at\u00e9 Bras\u00edlia, prendessem os militares golpistas e dissolvessem o Congresso, convocando imediatamente uma Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte; aceita e concorda com a emenda parlamentarista como solu\u00e7\u00e3o conciliat\u00f3ria. Jango assumiu a presid\u00eancia da Rep\u00fablica, praticamente sem poderes. Os golpistas de 61 come\u00e7am a conspirar contra Jango no dia de sua posse.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>1964 \u0096 o golpe, o ex\u00edlio e a Carta de Lisboa<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Ao final de seu mandato de Governador ga\u00facho, Brizola se transfere para o Rio de Janeiro, onde se elege deputado federal com nada menos do que um ter\u00e7o dos votos de todos os cariocas. Foi um dos mais ativos membros da Frente Parlamentar Nacionalista, lutando, inicialmente, pela restaura\u00e7\u00e3o do presidencialismo, conseguida atrav\u00e9s do plebiscito de 1963, e depois pela implanta\u00e7\u00e3o das reformas de base.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>O golpe militar de 1964 frustra a proposta trabalhista de moderniza\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira, atrav\u00e9s da reforma agr\u00e1ria, da reforma urbana, da reforma fiscal e da Lei de Remessa de lucros, entre outras iniciativas. Mais uma vez Brizola tenta organizar a resist\u00eancia popular e armada em defesa da Constitui\u00e7\u00e3o, a partir do Rio Grande do Sul. Mas, \u00e0quela altura, todos os esfor\u00e7os se revelariam in\u00fateis. Em um dos seus \u00faltimos discursos em vida, na Assembl\u00e9ia Legislativa do Rio Grande do Sul reunida em sess\u00e3o especial pelos 40 anos do golpe militar de 64, Brizola afirmou: &#8220;Se dependesse de mim, ter\u00edamos resistido ao golpe militar de 64&#8221;.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Depois de dois meses de clandestinidade na regi\u00e3o da fronteira, Brizola \u00e9, por fim, for\u00e7ado a exilar-se. Ele deixa o Brasil num pequeno avi\u00e3o, que parte da praia ga\u00facha do Pinhal para o Uruguai. Confinado no balne\u00e1rio de Atl\u00e2ntida por press\u00e3o dos governos militares brasileiros, mant\u00e9m seus contatos com a oposi\u00e7\u00e3o e ap\u00f3ia o MDB na grande vit\u00f3ria das elei\u00e7\u00f5es de 1974. As press\u00f5es da ditadura, entretanto, acabam levando as autoridades uruguaias a determinarem a sua expuls\u00e3o daquele pa\u00eds, em 1977, em plena &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Condor&#8221; de elimina\u00e7\u00e3o f\u00edsica de exilados latino-americanos pelos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile \u0096 sob supervis\u00e3o da CIA.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Brizola d\u00e1 ent\u00e3o um passo surpreendente: solicita e obt\u00e9m asilo pol\u00edtico nos Estados Unidos, aquela \u00e9poca sob o governo democr\u00e1tico de Jimmy Carter de quem, mais tarde, se tornaria amigo pessoal. Fixando resid\u00eancia em Nova Iorque, estabelece rela\u00e7\u00f5es com os partidos social-democratas da Europa e seus principais l\u00edderes, como Willy Brandt, Felipe Gonz\u00e1lez, M\u00e1rio Soares, Olof Palme e Fran\u00e7ois Mitterrand. Uma aproxima\u00e7\u00e3o que o levou, anos mais tarde, como presidente do PDT, a ocupar a vice-presid\u00eancia da Internacional Socialista e, posteriormente, a se tornar um dos presidentes de honra da Internacional Socialista.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Ainda no ex\u00edlio, diante da progressiva abertura pol\u00edtica no Brasil comandada pelo general Ernesto Geisel, Brizola se movimenta e organiza em Lisboa nos dias 15, 16 e 17 de junho de 1979 \u0096 o Encontro dos Trabalhistas do Brasil com os Trabalhistas no Ex\u00edlio, com o objetivo de reorganizar o PTB fundado por Get\u00falio Vargas em 1945 e extinto pela ditadura militar. Com integral apoio do ent\u00e3o presidente Mario Soares, de Portugal, o evento \u00e9 um sucesso e antes mesmo da decreta\u00e7\u00e3o da anistia, em setembro de 1979, come\u00e7a a ser reorganizado o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) sob a lideran\u00e7a de Brizola a partir da assinatura e do lan\u00e7amento da &#8220;Carta de Lisboa&#8221;.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>1979 \u0096 A volta por S\u00e3o Borja, primeiro governo no Rio de Janeiro<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Decretada a anistia, Brizola retorna ao Brasil por Foz do Igua\u00e7u, dirigindo-se no dia 17 de setembro de 1979 para S\u00e3o Borja, pequena cidade na fronteira com a Argentina, terra natal de Get\u00falio Vargas e Jo\u00e3o Goulart \u0096 as duas maiores lideran\u00e7as do Trabalhismo brasileiro. Brizola se fixa no Rio de Janeiro &#8211; que considerava tambor pol\u00edtico do Brasil &#8211; para reiniciar sua vida p\u00fablica interrompida pela viol\u00eancia do Ato Institucional n\u00famero 01 que cassou, al\u00e9m dele, o pr\u00f3prio Presidente Jo\u00e3o Goulart, o ent\u00e3o chefe do Gabinete Civil, Darcy Ribeiro, e o Secret\u00e1rio de Imprensa de Jango, Raul Ryff.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Brizola passou a se dirigir anualmente a S\u00e3o Borja no dia 24 de agosto para cultuar a mem\u00f3ria de Get\u00falio Vargas e a sua Carta Testamento \u0096 que considerava o maior documento pol\u00edtico da Hist\u00f3ria do Brasil; e a de Jo\u00e3o Goulart, seu cunhado, herdeiro pol\u00edtico de Vargas. A partir de 1993, com a morte e sepultamento em S\u00e3o Borja de sua mulher, Neusa Brizola, irm\u00e3 de Jango, a romaria anual a S\u00e3o Borja passa a ter significado ainda mais profundo para Brizola, que definia Neusa como uma mulher &#8220;bonita por fora e por dentro&#8221;.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Mas o seu projeto de reorganizar o PTB preocupou a ditadura militar, as voltas com as elei\u00e7\u00f5es plebiscit\u00e1rias e o explosivo crescimento do MDB a partir de 1974, em conseq\u00fc\u00eancia da anti-candidatura \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica de Ulysses Guimar\u00e3es e Barbosa Lima Sobrinho. Para se precaver, em manobra no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o general Golbery do Couto e Silva, tira a sigla PTB das m\u00e3os de Brizola e a entrega a Yvete Vargas, uma deputada conservadora \u0096 alegando raz\u00f5es burocr\u00e1ticas.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Em l\u00e1grimas, Brizola rasga uma folha de papel onde estavam as letras PTB e funda o Partido Democr\u00e1tico Trabalhista (PDT) como forma de reagir a manobra da ditadura. Brizola come\u00e7a do zero novamente e em curt\u00edssimo espa\u00e7o de tempo, um ano, consegue gra\u00e7as a sua lideran\u00e7a \u0096 atender a legisla\u00e7\u00e3o e organizar o PDT. E \u00e9 por essa nova sigla que se elege Governador do Estado do Rio de Janeiro em 1982 apesar da tentativa de fraude na totaliza\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica do TRE &#8211; que ficou conhecida como &#8220;Esc\u00e2ndalo da Proconsult&#8221; &#8211; jamais apurado apesar dos esfor\u00e7os de Brizola, do PDT e do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Brizola venceu as elei\u00e7\u00f5es, segundo ele, gra\u00e7as ao que definia como &#8220;a for\u00e7a do povo&#8221;, numa hist\u00f3rica campanha que ele pr\u00f3prio avaliou que s\u00f3 sendo compar\u00e1vel a de Get\u00falio Vargas em 1950. Em 82, embora o PDT praticamente n\u00e3o tivesse estrutura org\u00e2nica ou apoio financeiro, Brizola partiu do zero nas pesquisas pr\u00e9-eleitorais &#8211; que davam ampla vit\u00f3ria para Sandra Cavalcanti, a candidata do PTB \u0096 para a vit\u00f3ria gra\u00e7as ao amplo acesso que teve a opini\u00e3o publica, via debates. O seu material de campanha restringia-se a um bon\u00e9 vermelho com o slogan &#8220;Brizola na cabe\u00e7a&#8221;, criado pelo jornalista Wagner Teixeira, e alguns poucos cartazes e panfletos.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Brizola venceu as elei\u00e7\u00f5es de 1982 devido aos debates, sendo o primeiro deles o da Radio Jornal do Brasil, emissora do Rio de Janeiro que tamb\u00e9m teria papel estrat\u00e9gico na apura\u00e7\u00e3o dos votos &#8211; durante a tentativa de fraudar o resultado das elei\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da firma de inform\u00e1tica Proconsult, contratada pelo TRE do Rio de Janeiro para totalizar os votos. Ao debate da R\u00e1dio JB seguiram-se os do &#8220;Povo na TV&#8221;, o da TV Bandeirantes e o da Rede Globo de Televis\u00e3o.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Ap\u00f3s 15 anos de ex\u00edlio, das discrimina\u00e7\u00e3o e das persegui\u00e7\u00f5es, empossado governador do Rio de Janeiro, as primeiras palavras de Brizola, foram no sentido de superar injusti\u00e7as e incompreens\u00f5es: &#8220;A partir de agora, sou o governador de todos, e n\u00e3o de um grupo, de uma fac\u00e7\u00e3o ou de um partido&#8221;.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Em seu primeiro Governo no Estado do Rio de Janeiro, Brizola retomou a luta iniciada 20 anos antes, no Rio Grande do Sul, em favor da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Idealizou e executou, com a ajuda de Darcy Ribeiro, o mais arrojado e revolucion\u00e1rio programa educacional j\u00e1 desenvolvido no Brasil: o Programa Especial de Educa\u00e7\u00e3o, o de constru\u00e7\u00e3o dos Centros Integrados de Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica (Cieps), que o povo apelidou de &#8220;Brizol\u00e3o&#8221;. Uma escola integrada, de turno \u00fanico, com assist\u00eancia m\u00e9dico-sanit\u00e1ria e nutricional, biblioteca e estudo dirigido, tendo cada Ciep com capacidade para at\u00e9 mil alunos. Nada menos do que 500 deles foram deixados, prontos ou em constru\u00e7\u00e3o, com as pe\u00e7as pr\u00e9-moldadas em estoque, ao seu sucessor, Moreira Franco, que se elegeu prometendo acabar com a viol\u00eancia do Rio de Janeiro em seis meses \u0096 com total e absoluto apoio n\u00e3o s\u00f3 da Rede Globo de Televis\u00e3o, como de toda a grande m\u00eddia.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Sem recursos federais e abstendo-se de recorrer a empr\u00e9stimos externos, Brizola desenvolveu importantes programas de saneamento b\u00e1sico, de eletrifica\u00e7\u00e3o rural e urbana, como &#8220;Uma Luz na Escurid\u00e3o&#8221; e de reforma urbana, atrav\u00e9s do programa &#8220;Cada Fam\u00edlia, Um Lote&#8221;. Foi Brizola que iniciou no Rio de Janeiro a pol\u00edtica p\u00fablica de urbaniza\u00e7\u00e3o de favelas, que substituiu a pr\u00e1tica antiga das remo\u00e7\u00f5es desumanas e arbitr\u00e1rias.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>O Governo Brizola estancou a sangria dos dinheiros p\u00fablicos representada pela organiza\u00e7\u00e3o do carnaval, com a constru\u00e7\u00e3o da Passarela do Samba, obra executada no prazo recorde de quatro meses e que, em apenas dois anos, ensejou receitas suficientes para cobrir com sobras todo o seu investimento. Al\u00e9m de ampliar o mosaico dos cart\u00f5es-postais cariocas, na Passarela o professor Darcy Ribeiro, ent\u00e3o vice-governador e um dos principais mentores do Programa Especial de Educa\u00e7\u00e3o, desenvolveu um complexo escolar com 210 salas de aula para funcionar fora do per\u00edodo carnavalesco.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>1984 \u0096 Diretas J\u00e1<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Em 1984, governador do Rio de Janeiro, Brizola liderou o grande com\u00edcio da Candel\u00e1ria que reuniu um milh\u00e3o de pessoas e elevou a campanha das &#8220;Diretas J\u00e1&#8221; para novo patamar. Fruto da perseveran\u00e7a dos opositores da ditadura militar, como Ulysses Guimar\u00e3es, e realizados inicialmente sem apoio oficial e boicotados pela grande m\u00eddia, o com\u00edcio da Candel\u00e1ria deu nova dimens\u00e3o a campanha das Diretas J\u00e1. N\u00e3o houve mais como esconder o \u00f3bvio: o povo queria as elei\u00e7\u00f5es diretas.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>A mobiliza\u00e7\u00e3o dos cariocas obrigou os meios de comunica\u00e7\u00e3o \u0096 especialmente a Rede Globo de Televis\u00e3o \u0096 a levantar o boicote imposto ao movimento, numa tentativa v\u00e3 de ocultar o que viria a se transformar numa das maiores campanhas c\u00edvicas do Pa\u00eds. Depois do Rio de Janeiro, outras capitais brasileiras viriam a reunir grandes multid\u00f5es para exigir o direito democr\u00e1tico do povo de eleger o seu presidente.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Derrotada no Congresso pela maioria governista a emenda que restabelecia as elei\u00e7\u00f5es diretas, os l\u00edderes da campanha partem para uma solu\u00e7\u00e3o negociada para o fim do regime militar, via elei\u00e7\u00f5es indiretas. Brizola rejeita o acordo, prop\u00f5e as oposi\u00e7\u00f5es que em vez de eleger indiretamente um presidente da Rep\u00fablica, seria melhor estender o mandato do general Figueiredo e fosse feita a transi\u00e7\u00e3o em curto espa\u00e7o de tempo, para em seguida eleger \u0096 diretamente \u0096 o presidente da Rep\u00fablica j\u00e1 em 1986. Brizola foi execrado e logo depois recusa-se a participar do governo Tancredo Neves, o da Nova Rep\u00fablica. Tancredo nem chega a assumir, o ex-presidente do PDS, o partido da ditadura militar, Jos\u00e9 Sarney, assume a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>1985 \u0096 Saturnino Braga se elege Prefeito<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Com prest\u00edgio pol\u00edtico cada vez maior no Rio de Janeiro e no Brasil, candidato a Presidente da Rep\u00fablica pelo PDT, Brizola lan\u00e7a Roberto Saturnino Braga, rec\u00e9m reeleito senador em 82 pelo PDT, para a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro nas elei\u00e7\u00f5es de 1985, as primeiras para as capitais brasileiras depois da ditadura militar, quando elas foram suprimidas. \u00daltimo pleito a ser realizado antes do recadastramento eleitoral nacional promovido pelo TSE em 1986, o candidato de Brizola ganha as elei\u00e7\u00f5es pela esmagadora maioria do eleitorado carioca \u0096 embora Saturnino Braga fosse at\u00e9 1982 apenas um pol\u00edtico fluminense, ligado ao antigo Estado do Rio de Janeiro, eleitor de Niter\u00f3i.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Antes mesmo da posse de Saturnino a primeiro de janeiro de 1986, o ent\u00e3o vice-prefeito eleito, J\u00f3 Rezende, lan\u00e7a-se unilateralmente candidato a sucess\u00e3o de Saturnino Braga no final de dezembro de 1985 sem ouvir ningu\u00e9m, nem o pr\u00f3prio Saturnino. O ac\u00famulo de poderes municipais nas m\u00e3os de J\u00f3 Rezende, por delega\u00e7\u00e3o de Saturnino Braga, e a compreens\u00e3o de sua candidatura dificilmente passaria pelo PDT, partido a que se filiara na v\u00e9spera da elei\u00e7\u00e3o de 85 e no dia em que sua candidatura a prefeito pelo PT seria anunciada, levam J\u00f3 a trabalhar pelo afastamento de Saturnino do PDT. Em fevereiro de 1986 Saturnino anuncia a sua decis\u00e3o de sair do PDT, filiando-se logo depois ao PSB \u0096 partido pelo qual se elegera uma vez deputado federal ainda na d\u00e9cada de 60, partido qual voltaria \u0096 com o apoio de Brizola \u0096 ao Senado Federal em 1998, derrotando entre outros os ent\u00e3o candidatos Moreira Franco e Roberto Campos. A primeira supl\u00eancia, segundo acordo acertado com Brizola, foi entregue ao vice-presidente regional do PDT do Rio, Carlos Lupi, com o compromisso de que Saturnino abriria m\u00e3o da metade do mandato para Lupi assumir. O acordo n\u00e3o foi cumprido.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>1986 \u0096 A Farsa do Cruzado e a derrota de Darcy Ribeiro<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>No final de seu primeiro governo no Rio, Brizola d\u00e1 mais um aprova de coer\u00eancia: em mar\u00e7o de 1986, apenas seis dias ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o do &#8220;Plano Cruzado&#8221;, ele condena, como presidente nacional do PDT, em cadeia nacional de r\u00e1dio e televis\u00e3o, a pol\u00edtica econ\u00f4mica de Jos\u00e9 Sarney, que pretendia acabar com a infla\u00e7\u00e3o por decreto lan\u00e7ando o &#8220;Plano Cruzado&#8221; que, na opini\u00e3o de Brizola, n\u00e3o passava de uma estrat\u00e9gia eleitoral. &#8220;Tudo isso s\u00e3o votos, votos e mais votos&#8221;, disse Brizola, explicando que a infla\u00e7\u00e3o &#8220;ir\u00e1 voltar com mais for\u00e7a, como volta uma mola que \u00e9 comprimida contra a parede&#8221;.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>O alerta solit\u00e1rio de Brizola \u0096 aquela altura, as v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es de governadores, deputados e senadores \u0096 nem mesmo os demais partidos de oposi\u00e7\u00e3o ousaram levantar a voz contra as medidas de Sarney \u0096 seria amargamente lembrado pelo povo brasileiro logo nos primeiros dias ap\u00f3s a contagem dos votos das elei\u00e7\u00f5es de outubro, quando o congelamento de pre\u00e7os foi suspenso e os \u00edndices inflacion\u00e1rios subiram vertiginosamente. Ferozmente atacado pela m\u00eddia, impedido pelo TSE de se apresentar no hor\u00e1rio eleitoral gratuito do PDT, Brizola v\u00ea o seu candidato ao governo do Rio de Janeiro, Darcy Ribeiro, perder a elei\u00e7\u00e3o para o candidato governista \u0096 Moreira Franco, que apelidara de &#8220;Gato Angor\u00e1&#8221;.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>A Justi\u00e7a Eleitoral, por conta do recadastramento, substituiu os velhos t\u00edtulos eleitorais pelos novos, sem foto ou assinatura, dando um n\u00famero a cada eleitor \u0096 procedimento que permitiu, 10 anos depois, em 1996, a introdu\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es brasileiras das urnas eletr\u00f4nicas que o TSE dizia serem 100% seguras \u0096 apesar de serem infiscaliz\u00e1veis e inaudit\u00e1veis.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>1989 \u0096 A elei\u00e7\u00e3o presidencial<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>A primeira elei\u00e7\u00e3o direta para presidente realizada no Brasil depois da ditadura dividiu o pa\u00eds basicamente em duas correntes: de um lado a direita reunida em torno do falso &#8220;ca\u00e7ador de maraj\u00e1s&#8221; representado por Collor de Mello, do outro os oposicionistas divididos entre PDT e PT. Apesar dos esfor\u00e7os de Brizola em busca da unidade, os dois partidos marcharam por caminhos pr\u00f3prios. Preocupado com o esc\u00e2ndalo da Proconsult e com fatos registrados nas elei\u00e7\u00f5es de 1986 no Rio de Janeiro, o PDT solicitou formalmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma auditoria internacional para o programa de totaliza\u00e7\u00e3o de votos que seria empregado nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>O TSE adiou v\u00e1rias vezes o julgamento do pedido e, em setembro de 1989, um m\u00eas antes do pleito, arquivou o pedido juntamente com outros pleitos do PDT, como o de que o partido ocupasse o mesmo tempo que o candidato Collor de Melo ocupara em rede nacional de TV, usando os tempos do PRN, partido de Collor, e de outro partido que o apoiava.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Ao final da apura\u00e7\u00e3o do primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 1989, ap\u00f3s inexplic\u00e1vel interrup\u00e7\u00e3o de horas na apura\u00e7\u00e3o do Estado de Minas Gerais, o candidato do PT venceu Brizola com cerca de 0,5% de diferen\u00e7a entre eles. Um pouco antes do TSE anunciar oficialmente a vit\u00f3ria de Lula sobre Brizola por uma diferen\u00e7a de pouco mais de 400 mil votos, em um eleitorado de 86 milh\u00f5es o TSE convocou entrevista coletiva com os meios de comunica\u00e7\u00e3o e nela os presidentes de sete institutos de pesquisa de opini\u00e3o afirmaram, ao mesmo tempo e antes do resultado oficial, que Lula iria para o 2\u00ba turno com Collor de Melo.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>A falta de transpar\u00eancia que marcou a apura\u00e7\u00e3o, gerando duvidas e suspeitas sobre o processo eleitoral de 1989, n\u00e3o impediu que Brizola, num ato de grandeza e desprendimento pol\u00edtico, tomasse a decis\u00e3o de apoiar Lula no segundo turno, transferindo todo o seu peso eleitoral para o candidato do PT que, gra\u00e7as a isto, obteve vit\u00f3rias esmagadoras nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>1990 \u0096 O Segundo Governo no Rio de Janeiro<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Em 1990 Brizola se elege Governador do Rio de Janeiro pela segunda vez com o extraordin\u00e1rio \u00edndice de 70% dos votos ainda no primeiro turno. Logo de in\u00edcio, se lan\u00e7a \u00e0 tarefa de recupera\u00e7\u00e3o dos Cieps, criminosamente abandonados por seu antecessor, Moreira Franco. E n\u00e3o s\u00f3 isto: al\u00e9m de concluir as obras que haviam sido paralisadas e reimplantar a filosofia da escola de turno \u00fanico, ampliou o Programa Especial de Educa\u00e7\u00e3o com a cria\u00e7\u00e3o dos gin\u00e1sios p\u00fablicos. Ao final do seu governo, 506 Cieps estavam funcionando, depois de um programa de obras 150 vezes maior do que a constru\u00e7\u00e3o do Maracan\u00e3.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>No segundo governo Brizola o Estado ganhou, ainda, a sua principal obra vi\u00e1ria em v\u00e1rias d\u00e9cadas: a Linha Vermelha, uma via expressa que passou a ligar, ao longo dos seus 21,4 quil\u00f4metros, a Baixada Fluminense ao Centro do Rio, em apenas 20 minutos \u0096 al\u00e9m de criar um novo e moderno acesso para o Aeroporto Internacional do Gale\u00e3o, realizada com recursos pr\u00f3prios do Estado em sua maior parte.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Outras realiza\u00e7\u00f5es de grande envergadura, como o inicio do Programa de Despolui\u00e7\u00e3o da Baia de Guanabara (quase US$ 1 bilh\u00e3o obtidos junto ao BID e ao governo japon\u00eas), a amplia\u00e7\u00e3o do sistema Guandu de abastecimento d\u0092\u00e1gua e a cria\u00e7\u00e3o da Universidade Estadual do Norte Fluminense, marcaram o segundo governo Brizola como um per\u00edodo de grande progresso e desenvolvimento para o Rio de Janeiro.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Apesar de tudo isso e de uma a\u00e7\u00e3o en\u00e9rgica e transparente na \u00e1rea da seguran\u00e7a publica, com a puni\u00e7\u00e3o exemplar dos respons\u00e1veis por atos de viol\u00eancia, como as chacinas da Candel\u00e1ria e de Vig\u00e1rio Geral, uma campanha destrutiva dos meios de comunica\u00e7\u00e3o contra Brizola e o Rio de Janeiro, empalideceu na m\u00eddia esta fase de progresso para o Estado \u0096 criando falsa imagem de que o Rio de Janeiro era mais violento do que outras grandes cidades do pa\u00eds.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>A elite, diante da decis\u00e3o de Brizola de novamente disputar a presid\u00eancia da Rep\u00fablica, ataca-o ferozmente atrav\u00e9s da m\u00eddia e procura atrelar sua imagem a imagem descendente de Collor de Melo, especialmente depois do momento em que Collor resolve, no plano federal, copiar o programa especial de educa\u00e7\u00e3o de Brizola \u0096 que recebeu o nome de Centro Integrado de Apoio a Crian\u00e7a (CIAC). Veterano das &#8220;ondas&#8221; midi\u00e1ticas para desestabilizar os governos de Get\u00falio Vargas em 1954, e de Jo\u00e3o Goulart, em 1963, Brizola n\u00e3o compactua com a cr\u00edtica f\u00e1cil dos mesmos que elegeram Collor em 1989 preocupado com a quest\u00e3o da governabilidade e do processo de desestabiliza\u00e7\u00e3o do governo Collor.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Vem a CPI e se tornam claras as manobras de bastidores de personagens como PC Farias e outros, num somat\u00f3rio de evid\u00eancias e provas sobre a corrup\u00e7\u00e3o no governo Collor. Brizola determina e a bancada do PDT, por determina\u00e7\u00e3o do Diret\u00f3rio Nacional do PDT, \u00e9 a primeira do Congresso Nacional a fechar quest\u00e3o favor\u00e1vel ao impeachment de Collor.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Mesmo assim \u0096 de m\u00e1 f\u00e9 &#8211; a m\u00eddia e especialmente a Rede Globo de Televis\u00e3o, que elegera Collor destinando a ele mais tempo de exposi\u00e7\u00e3o do que todos os demais candidatos \u00e0 presid\u00eancia em 89 somados \u0096 insiste na vers\u00e3o de que Brizola se &#8220;aliara&#8221; a Collor.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>1993\/1994 \u0096 2a. Campanha presidencial e privatiza\u00e7\u00f5es<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Collor cai, ascende ao poder federal Itamar Franco e um novo ciclo de dificuldades passa a atrapalhar a segunda administra\u00e7\u00e3o de Brizola no Rio de Janeiro. Ministro da Fazenda de Itamar, Fernando Henrique Cardoso sabota a constru\u00e7\u00e3o da segunda etapa da Linha Vermelha, a que liga a Ilha do Governador a Baixada Fluminense, tradicional reduto eleitoral de Brizola &#8211; obra iniciada no Governo Collor em parceria com o governo estadual. FHC n\u00e3o libera as verbas, as obras param e ficam paradas durante meses, s\u00f3 recome\u00e7am depois que Brizola se re\u00fane com Itamar Franco e este d\u00e1 ordens expressas ao seu Ministro para que liberasse os repasses federais. A obra recome\u00e7a lentamente, mas s\u00f3 termina depois das elei\u00e7\u00f5es presidenciais.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Ainda governador, ante o Plano Nacional de Desestatiza\u00e7\u00e3o (PND) aprovado pelo Congresso Nacional apesar do PDT ter fechado quest\u00e3o contra, Brizola critica a privatiza\u00e7\u00e3o da Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN). Seu protesto \u00e9 isolado, s\u00f3 encontra eco na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (ABI) e no Movimento em Defesa da Economia Nacional, (Modecon), ambos presididos pelo jornalista Barbosa Lima Sobrinho. A midia ap\u00f3ia maci\u00e7amente as privatiza\u00e7\u00f5es, a CSN \u00e9 entregue ao empres\u00e1rio Benjamin Steinbruck.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Apesar da m\u00eddia e do quadro pol\u00edtico desfavor\u00e1vel, Brizola passa o cargo para o vice-governador Nilo Batista em 1993 e se candidata, pela segunda vez, a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, tendo como candidato a vice o professor Darcy Ribeiro. Brizola bate de frente com o Plano Real, amargando p\u00e9ssimas posi\u00e7\u00f5es nas pesquisas, enquanto Lula, confortavelmente instalado na prefer\u00eancia do eleitorado, se poupa da pol\u00eamica seguindo os &#8220;conselhos&#8221; dos marqueteiros a servi\u00e7o do PT. Fernando Henrique, atr\u00e1s de Lula, navegando no &#8220;sucesso&#8221; do Plano Real, colhe os frutos do relativo sucesso popular da iniciativa.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>No \u00fanico debate realizado pelos candidatos a presidente na campanha presidencial de 1994, j\u00e1 com regras r\u00edgidas para impedir a discuss\u00e3o livre dos temas, Brizola conseguiu dar um cheque mate em Fernando Henrique o forte de Brizola, quando este disse em certo momento, referindo-se ao Plano Real, que &#8220;como gosta de dizer o governador Brizola, o Plano Real vem de longe&#8221;. R\u00e1pido no racioc\u00ednio e rompendo as regras, Brizola retrucou no ato: &#8220;\u00c9, eu sei, vem da Argentina&#8221;. Arrancando uma gargalhada geral e deixando Fernando Henrique visivelmente embara\u00e7ado com a situa\u00e7\u00e3o. Da\u00ed em diante Fernando Henrique n\u00e3o foi mais a nenhum debate, adotando a t\u00e1tica de Collor de fugir da discuss\u00e3o para n\u00e3o se desgastar.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Lula ficou na situa\u00e7\u00e3o de &#8220;preferido&#8221; das pesquisas \u0096 consideradas por Brizola um &#8220;oligop\u00f3lio&#8221; com o benepl\u00e1cito da justi\u00e7a eleitoral \u0096 at\u00e9 a v\u00e9spera da elei\u00e7\u00e3o quando, na reta final, \u00e9 alcan\u00e7ado por Fernando Henrique e logo depois superado. Brizola percorreu novamente todo o pa\u00eds com sua prega\u00e7\u00e3o nacionalista, mas seus \u00edndices eleitorais continuaram \u00ednfimos. Fernando Henrique vence a elei\u00e7\u00e3o com apoio total da m\u00eddia e dos agentes econ\u00f4micos, Brizola e Lula, mais uma vez, s\u00e3o derrotados.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>No Estado do Rio, de forma absurda e inexplic\u00e1vel j\u00e1 que se elegera governador em 91 com mais de 50% de votos v\u00e1lidos \u0096 Brizola, com toda a sua bagagem pol\u00edtica e verve, perde a elei\u00e7\u00e3o de 94 at\u00e9 para o ent\u00e3o desconhecido candidato a presidente En\u00e9as Carneiro, do Prona, que apresentava como plataforma eleitoral na televis\u00e3o, uma \u00fanica frase que \u00e9 bord\u00e3o at\u00e9 hoje: &#8220;Meu nome \u00e9 En\u00e9as!&#8221;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>A m\u00eddia, sempre hostil a Brizola, celebra a derrota e alguns jornalistas proclamam, de novo, a &#8220;morte&#8221; pol\u00edtica de Brizola \u0096 como haviam feito em 1964, quando ele partiu para o ex\u00edlio. Fernando Henrique toma posse prometendo &#8220;acabar com a era Vargas&#8221; e retoma, com for\u00e7a total, o projeto neoliberal iniciado no Governo Collor, atendendo as determina\u00e7\u00f5es do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), Banco Mundial e ao Governo dos Estados Unidos e sintetizadas no livro de Paulo Nogueira Baptista, &#8220;O Consenso de Washington&#8221;.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Fernando Henrique Cardoso entrega aos grupos nacionais e multinacionais empresas estatais lucrativas como a Vale do Rio Doce, o Sistema Telebr\u00e1s e muitas outras \u0096 as chamadas &#8220;j\u00f3ias da coroa&#8221; \u0096 em question\u00e1veis leil\u00f5es at\u00e9 hoje pendentes na Justi\u00e7a, embora seus promotores usassem o tempo todo a express\u00e3o &#8220;ato jur\u00eddico perfeito&#8221; como resposta \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es de ilegalidade no processo de desestatiza\u00e7\u00e3o \u0096 cr\u00edticas feitas n\u00e3o s\u00f3 por Brizola, como nacionalistas do porte do veterano jornalista Barbosa Lima Sobrinho e de seus auxiliares na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (ABI) e Movimento em Defesa da Economia Nacional (Modecon).<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>1998, Brizola vice de Lula e a &#8220;vit\u00f3ria&#8221; no Rio, com Garotinho<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Fora do governo estadual, Brizola passa a se dedicar mais ao PDT at\u00e9 que quatro anos depois, em 1998, na tentativa de derrotar o projeto de reelei\u00e7\u00e3o Fernando Henrique Cardoso, Brizola estabelece uma alian\u00e7a eleitoral com o Partido dos Trabalhadores (PT), aceitando a posi\u00e7\u00e3o de vice-presidente na chapa de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, para unir a esquerda, desde que no Rio de Janeiro fosse feito um grande acordo pol\u00edtico envolvendo diversos partidos e que o PT apoiasse o candidato do PDT a governador, o ex-prefeito de Campos Anthony Garotinho. Apesar da rea\u00e7\u00e3o de setores do PT, a senadora petista Benedita da Silva se elege vice-governadora na chapa de Garotinho, juntamente com o ex-deputado, ex-prefeito e ex-vereador Roberto Saturnino Braga, do PSB, que disputou a elei\u00e7\u00e3o como candidato \u00fanico das oposi\u00e7\u00f5es com o compromisso escrito de dividir o mandato com seu primeiro suplente, o ex-deputado federal e ex-secret\u00e1rio municipal, Carlos Lupi \u0096 tamb\u00e9m vice-presidente regional do PDT.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Brizola, depois da privatiza\u00e7\u00e3o da Companhia Vale do Rio Doce, do Sistema Telebr\u00e1s e de outras importantes estatais passa a se dedicar ainda mais a luta dos setores nacionalistas brasileiros, principalmente os liderados e pr\u00f3ximos ao jornalista Barbosa Lima Sobrinho como a ABI, Modecon e Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros da Petrobr\u00e1s (Aepet). Brizola d\u00e1 integral apoio a luta contra as tentativas de retalhar a Petrobr\u00e1s e alienar o controle das jazidas de petr\u00f3leo brasileiro, o que \u0096 infelizmente \u0096 come\u00e7a a ser feito na pr\u00e1tica ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP) e o in\u00edcio das &#8220;rodadas de licita\u00e7\u00e3o&#8221; da ag\u00eancia criada por FHC.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Antenado o tempo todo nas quest\u00f5es que ferem a soberania nacional, Brizola morreu empenhado em denunciar a 6a. rodada de licita\u00e7\u00f5es da ANP marcada para agosto pr\u00f3ximo para a entrega das chamadas &#8220;\u00e1reas azuis&#8221;, comprovadamente ricas em petr\u00f3leo segundo a Petrobr\u00e1s \u0096 um verdadeiro &#8220;crime contra o Brasil&#8221;, nas palavras de Brizola, s\u00f3 que agora perpetrado pelo presidente Lula da Silva, e sua ministra Dilma Roussef, uma ex-militante do PDT do Rio Grande do Sul.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Garotinho, eleito em 1998, antes mesmo antes da posse abala suas rela\u00e7\u00f5es com Leonel Brizola por n\u00e3o ouvi-lo na escolha do secretariado preferindo, segundo express\u00e3o usada por Brizola &#8220;passear dentro do PDT, como quem passeia com um carrinho de compras dentro supermercado, pegando nas prateleiras o que o mais lhe agradasse e servisse&#8221;. A gota d\u0092\u00e1gua para que a diverg\u00eancia entre os dois viesse a p\u00fablico foi a nomea\u00e7\u00e3o pror Garotinho, para a pasta de Secret\u00e1rio de Justi\u00e7a do advogado S\u00e9rgio Zveiter, declarado advers\u00e1rio pol\u00edtico de Leonel Brizola. As rela\u00e7\u00f5es entre o governador rec\u00e9m eleito e Brizola se agravaram com a repercuss\u00e3o por toda a m\u00eddia das declara\u00e7\u00f5es de um e de outro.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>2000, o candidato a Prefeito do Rio de Janeiro<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Preocupado com o que considerava &#8220;avan\u00e7o&#8221; de Garotinho sobre as bases do partido, Brizola decide se lan\u00e7ar candidato a prefeito da Cidade do Rio de Janeiro nas elei\u00e7\u00f5es de 2000, aos 78 anos de idade, como forma de &#8220;fechar&#8221; o partido, unindo-o em torno do seu nome com a campanha eleitoral. Brizola sai as ruas com grande entusiasmo, empenhando-se a fundo na busca do voto, percorrendo praticamente todos os bairros da cidade e visitando todas as principais favelas da cidade, repetindo a mesma t\u00e1tica eleitoral que empregara em 1982 e lhe garantira, junto com os debates pol\u00edticos, sua espetacular vit\u00f3ria nas elei\u00e7\u00f5es. Seu empenho e suas andan\u00e7as por todo o Rio de Janeiro, recepcionado calorosamente por onde passava, inexplicavelmente, n\u00e3o alteravam o quadro das pesquisas \u0096 que o colocaram o tempo todo como um dos \u00faltimos candidatos na prefer\u00eancia do eleitorado \u0096 sempre atr\u00e1s de C\u00e9sar Maia e Benedita, embora atra\u00edsse multid\u00f5es nas ruas &#8211; fechando-as em alguns casos, tal o n\u00famero de pessoas que espontaneamente se aproximavam dele. Umas pedindo aut\u00f3grafos, outras um simples troca de palavra, outras querendo apenas v\u00ea-lo de perto.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Brizola atraiu multid\u00f5es no cal\u00e7ad\u00e3o de Campo Grande, no conjunto habitacional Amarelinho de Iraj\u00e1, em Cordovil, no cal\u00e7ad\u00e3o de Banfu, onde fez com\u00edcio decima de jardineira; fechou a rua do Riachuelo quando visitou a entrada do Bairro de F\u00e1tima. Brizola lotou o largo de Vig\u00e1rio Geral falando para centenas de pessoas, o mesmo acontecendo no Largo do Bic\u00e3o, em Iraj\u00e1. Brizola atravessou a p\u00e9 a favela do Jacarezinho, entrando de um lado e saindo do outro, para prestigiar um candidato a vereador com reduto naquela localidade. O seu candidato a vice, Miro Teixeira, apareceu em uns poucos eventos de rua \u0096 preferindo se dedicar mais as apari\u00e7\u00f5es na tv.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Mas os seus votos em momento algum apareceram nas pesquisas, muito menos nos resultados produzidos pelas urnas eletr\u00f4nicas que ele n\u00e3o cansou de denunciar em pra\u00e7a p\u00fablica como m\u00e1quinas infiscaliz\u00e1veis que precisavam ser modificadas para que os resultados produzidos por elas pudessem ser auferidos e fiscalizados. Brizola realizou dezenas de mini-com\u00edcios pelas \u00e1reas populares da cidade tamb\u00e9m porque era o \u00fanico candidato com total e absoluto transito em todos os lugares por onde passava. Aos 78 anos anos, vigoroso, subiu a p\u00e9 o morro de S\u00e3o Carlos e andou praticamente a p\u00e9 todo o conjunto habitacional de Cordovil, distribuindo bon\u00e9s vermelhos com os dizeres Brizola Prefeito, PDT 12, disputados avidamente pelos eleitores e preservados com muito carinho especialmente pela popula\u00e7\u00e3o mais simples e mais pobre \u0096 varredores, flanelinhas, pessoas do povo \u0096 at\u00e9 hoje.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>O candidato vencedor, C\u00e9sar Maia, por exemplo, teve que sair as pressas do mercadinho da Cadeg, em Benfica, devido a violenta rea\u00e7\u00e3o a sua presen\u00e7a devido a sua pol\u00edtica de sistem\u00e1tica persegui\u00e7\u00e3o ao com\u00e9rcio ambulante. Brizola n\u00e3o foi hostilizado, pelo contr\u00e1rio, era saudado, por onde andasse na cidade do Rio de Janeiro. Mesmo assim as pesquisas insistiam em lhe atribuir os maiores \u00edndices de rejei\u00e7\u00e3o e os mais baixos \u00edndices de aprova\u00e7\u00e3o, praticamente delimitando a disputa entre C\u00e9sar Maia e Benedita da Silva. Brizola n\u00e3o desistiu, pelo contr\u00e1rio, aproveitou a campanha para insistir na necessidade de se aperfei\u00e7oar a legisla\u00e7\u00e3o para o controle das pesquisas de opini\u00e3o e, ao mesmo, ampliar a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os sobre as urnas eletr\u00f4nicas. Veio a elei\u00e7\u00e3o e Brizola perdeu, confirmando o que as pesquisas eleitorais diziam e as urnas eletr\u00f4nicas inaudit\u00e1veis do TSE\/TRE sacramentaram.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Em plena campanha h\u00e1 acirramento cada vez maior dos desentendimentos com Garotinho, fato que desemboca numa reuni\u00e3o convocada do Diret\u00f3rio Regional do Rio de Janeiro, convocado por Brizola, para discutir a expuls\u00e3o ou n\u00e3o do partido do Governador Anthony Garotinho. O Diret\u00f3rio Regional do PDT\/RJ fecha com Brizola, Garotinho \u00e9 expulso do PDT. Para evitar o desgaste maior, Garotinho se antecipa e sai do partido, assinando ficha no PSB em uma reuni\u00e3o de seu grupo pol\u00edtico onde h\u00e1 um rito de &#8220;passagem&#8221; \u0096 antes de assinar a ficha no PSB, os pedetistas que acompanharam Garotinho na nova op\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, jogam as bandeiras do PDT no ch\u00e3o, substituindo-as pela da nova sigla.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Em seu \u00faltimos anos de vida pol\u00edtica, Brizola paulatinamente aumenta o tom de suas cr\u00edticas ao sistema eleitoral eletr\u00f4nico em uso no pa\u00eds, com assessoramento dos t\u00e9cnicos do F\u00f3rum do Voto Eletr\u00f4nico (www.votoseguro.org) &#8211; tornando-se um defensor incondicional da impress\u00e3o do voto eletr\u00f4nico, \u00fanica maneira de que o cidad\u00e3o, que nada entende de inform\u00e1tica \u0096 ter a possibilidade de conferir se o seu voto foi corretamente dado aos seus candidatos, antes dele ser totalizado pela m\u00e1quina. Brizola deslocou-se v\u00e1rias vezes a Bras\u00edlia \u00fanica e exclusivamente com a inten\u00e7\u00e3o de obter das autoridades do TSE a contra-prova em papel do voto eletr\u00f4nico \u0096 a maneira mais simples de garantir a recontagem, solu\u00e7\u00e3o hoje defendida nos Estados Unidos por todos os especialistas em inform\u00e1tica que discutem a introdu\u00e7\u00e3o, nos Estados Unidos, do voto eletr\u00f4nico \u0096 tanto que m\u00e1quinas semelhantes as usadas no Brasil, que se caracterizam pela impossibilidade de recontagem, j\u00e1 foram proibidas em seis estados norte-americanos.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>2002, a \u00faltima campanha &#8211; Brizola Senador<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Em 2002, atendendo \u00e0 necessidade de fortalecer o PDT, Brizola cedeu aos argumentos de companheiros e, juntamente com Carlos Lupi, saiu candidato ao Senado. No plano nacional, Brizola coordenou o apoio \u00e0 candidatura de Ciro Gomes, numa alian\u00e7a com o PTB e o PPS, depois de tentar, meses a fio, fazer com que o ex-presidente Itamar Franco se filiasse ao PDT e sa\u00edsse candidato \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Itamar, que teria como candidato a vice Ciro Gomes, ficou na d\u00favida se sairia ou n\u00e3o do PMDB aceitando o convite de Brizola, acaba n\u00e3o saindo do PMDB e logo depois, torpedeado dentro do PMDB, deixa de ser poss\u00edvel candidato \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Brizola, por sua vez, n\u00e3o aceitar ser novamente candidato da presidente \u0096 embora seu nome tenha sido lan\u00e7ado com o apoio de dezenas de companheiros do PDT.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Por fim, sem op\u00e7\u00e3o e por considerar Lula despreparado, concorda em apoiar a candidatura do ex-governador do Cear\u00e1 Ciro Gomes, pelo PPS. Para governador do Rio de Janeiro, Brizola indica o jovem prefeito de Niter\u00f3i, Jorge Roberto Silveira, considerado um dos melhores administradores municipais do pa\u00eds e filho da maior lideran\u00e7a trabalhista do antigo Estado do Rio de Janeiro, governador Roberto Silveira. Para fortalecer a chapa no Rio e atendendo a apelo de companheiros, Brizola aceita disputar uma vaga no Senado ao lado de Carlos Lupi.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>A m\u00eddia, mais uma vez, sob o falso argumento de que as elei\u00e7\u00f5es presidenciais tinham prioridade, negavam espa\u00e7o jornal\u00edstico \u00e0 campanha pelo governo estadual e pelo Senado, ao mesmo tempo em que era preparado, via institutos de pesquisa, o terreno para uma nova &#8220;morte pol\u00edtica&#8221; de Leonel Brizola. Ao contr\u00e1rio da elei\u00e7\u00e3o para Prefeito, Brizola deixa a campanha de rua a cargo de Jorge Roberto e Carlos Lupi, dedicando-se apenas as grava\u00e7\u00f5es de televis\u00e3o \u0096 para os programas nacionais, de apoio a Ciro Gomes, e para os programas estaduais, pedindo votos para ele, para Lupi e para Jorge Roberto Silveira.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Pol\u00edtico mais experiente do Brasil, com 60 anos de vida p\u00fablica, Brizola confia na sua experi\u00eancia e na for\u00e7a do que chamava de seus &#8220;pensamentos conclusivos&#8221; para tocar a campanha para o Senado e, ao mesmo tempo, apoiar as campanhas \u0096 atrav\u00e9s do hor\u00e1rio eleitoral gratuito e inser\u00e7\u00f5es no r\u00e1dio e televis\u00e3o, regionais e nacionais \u0096 de Ciro, Jorge Roberto e Lupi. No Rio de Janeiro a campanha se desdobra sem debates para o Senado, embora eles aconte\u00e7am para governador e para presidente da Rep\u00fablica, relegada a segundo plano pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o, a campanha para o Senado se restringe a permanente divulga\u00e7\u00e3o, via m\u00eddia, de que os candidatos &#8220;a&#8221;, &#8220;b&#8221;, &#8220;c&#8221;, etc \u0096 ocupavam tais e tais lugares na prefer\u00eancia do eleitorado \u0096 sem espa\u00e7o para projetos, iniciativas, pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Ciro sobe nas pesquisas, chega perto da ponta segundo as mesmas pesquisas eleitorais que Brizola n\u00e3o cansou de atacar como cartelizadas, mas cai e finalmente, perto do primeiro turno, diante da possibilidade \u0096 dita pelas mesmas pesquisas, de que Lula poderia ganhar as elei\u00e7\u00f5es j\u00e1 no primeiro turno \u0096 Brizola sugere a Ciro Gomes que abra caminho para Lula, facilitando o caminho dele para a Presid\u00eancia \u0096 derrotando Serra de uma vez. Ciro n\u00e3o aceita a sugest\u00e3o, rompe com Brizola, Lula vai para o segundo turno. Na elei\u00e7\u00e3o para as duas vagas para o Senado, onde Brizola era praticamente o segundo candidato na prefer\u00eancia de muitos eleitores \u0096 at\u00e9 os do PT \u0096 Brizola inexplicavelmente amarga um sexto lugar, atr\u00e1s \u0096 pela ordem \u0096 do ex-deputado estadual Sergio Cabral Filho, aliado do governador Garotinho e desafeto de Marcelo Alencar; do deputado federal Crivella, homem de confian\u00e7a do &#8220;bispo&#8221; Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, que soma 3,2 milh\u00f5es de votos embora tradicionalmente o eleitorado evang\u00e9lico no Rio de Janeiro nunca tivesse ultrapassado 1,8 milh\u00e3o de votos; do jornalista Paulo Alberto Monteiro de Barros, mais conhecido pelo pseud\u00f4nimo de Arthur da T\u00e1vola; e do &#8220;bispo&#8221; Manoel Ferreira \u0096 um absoluto desconhecido fora das rodas evang\u00e9licas, tamb\u00e9m ligado ao governador Garotinho \u0096 que fez quest\u00e3o, quando Brizola esteve na r\u00e1dio CBN onde ele j\u00e1 se encontrava, de posar ao lado do que ele pr\u00f3prio definiu como &#8220;uma das maiores lideran\u00e7as pol\u00edticas do Brasil&#8221;, na presen\u00e7a dos jornalistas presentes \u0096 inclusive o titular do programa, Sidney Rezende.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Lula vence no plano federal, no plano estadual vence a candidata Rosinha Garotinho, enquanto Brizola e o PDT amargavam nova derrota imposta pela uni\u00e3o de fortes interesses.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>No dia seguinte ao an\u00fancio da vit\u00f3ria de Lula no primeiro turno, Brizola recebe em sua casa uma liga\u00e7\u00e3o de Luiz In\u00e1cio da Silva quando estava reunido com assessores que acompanharam, no TRE do Rio de Janeiro, a dan\u00e7a dos n\u00fameros da apura\u00e7\u00e3o que, em determinado momento, deram para Lula resultado negativo em milhares e milhares de votos. Lula pediu apoio do PDT para o segundo turno, prontamente dado por Brizola em nome de todo o PDT, que abertamente \u0096 mais uma vez \u0096 apoiou integralmente uma candidatura de Lula \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>No segundo turno das elei\u00e7\u00f5es presidenciais, Leonel Brizola e o PDT proclamam apoio a Lula, com a inten\u00e7\u00e3o de &#8220;barrar o continu\u00edsmo de FHC&#8221;, representado pelo candidato Jos\u00e9 Serra. Os trabalhistas se dedicam com afinco a candidatura Lula e o candidato do PT, com integral apoio de Brizola e de todo o PDT, finalmente chega a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica depois de disputar tr\u00eas vezes a elei\u00e7\u00e3o. Eleito com 53 milh\u00f5es de votos, antes mesmo de empossados, Lula e seus liderados tiram a m\u00e1scara ao entregarem a dire\u00e7\u00e3o do Banco Central aos banqueiros, atrelando-se ao FMI. Lula, sem ouvir Brizola, nomeia Miro Teixeira Ministro das Comunica\u00e7\u00f5es e abre uma crise com Brizola que exigia que a dire\u00e7\u00e3o do partido fosse ouvida institucionalmente, antes do PT partir para nomea\u00e7\u00f5es e coopta\u00e7\u00e3o de quadros pedetistas. As cr\u00edticas de Brizola foram num crescendo at\u00e9 que se tornaram p\u00fablicas quando, numa \u00fanica reuni\u00e3o, o ministro-chefe do Gabinete Civil, Jos\u00e9 Dirceu, empregando pr\u00e1ticas clientelistas e unicamente preocupado em ampliar a base parlamentar do Governo, sem qualquer compromisso com o antigo, coopta cerca de seis deputados do PDT com a ajuda de Miro Teixeira e sugere o ingresso deles no PTB. Brizola se atrita com Miro e pouco depois n\u00e3o resta ao antigo l\u00edder do PDT outro caminho que n\u00e3o seja o de deixar o PDT, trocado pela legenda do PPS.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Preocupado com a pol\u00edtica agressiva de coopta\u00e7\u00e3o do PT, em dezembro de 2003, Brizola pede e o Diret\u00f3rio Nacional do PDT atende, votando a sa\u00edda do partido da base de apoio ao governo, determinando a todos os seus filiados que entregassem os poucos cargos que detinham na administra\u00e7\u00e3o federal. O epis\u00f3dio marcou, mais uma vez, espa\u00e7o para que oportunistas se abrigavam sob o manto brizolista fizessem sua op\u00e7\u00e3o preferencial pelo poder, abandonando o debate de id\u00e9ias e as lutas do povo trabalhador. Ao mesmo tempo que outros companheiros, que isoladamente ocupavam cargos no governo federal, atendem ao chamamento partid\u00e1rio e devolvem no tempo aprazado, 30 de janeiro de 2004 \u0096 os cargos que ocupavam no governo do PT.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Aproximando-se as elei\u00e7\u00f5es municipais, preocupado com a quest\u00e3o nacional, uma semana antes da realiza\u00e7\u00e3o do Encontro Nacional do PDT em S\u00e3o Paulo, nos dias 4 e 5 de junho \u00faltimos, sua \u00faltima participa\u00e7\u00e3o em evento p\u00fablico \u0096 falando no edif\u00edcio Orly, sede do Diret\u00f3rio Nacional, para um grupo de dirigentes partid\u00e1rios procedentes de todo o Brasil, Brizola manifestou sua certeza de que o Brasil, nos dias de hoje, vive um momento de virada.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Argumentou que via os dias de hoje, diante da decep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com a pol\u00edtica de Lula e do PT, tempos semelhantes ao que vivera em 1961, pouco antes do desencadeamento da Campanha da Legalidade. Brincando, disse que naqueles dias, embora fosse governador do Rio Grande do Sul, evitava passar perto at\u00e9 de filas de \u00f4nibus &#8220;para n\u00e3o levar vaias&#8221;. Explicou que o Marechal Lott tinha perdido as elei\u00e7\u00f5es, J\u00e2nio Quadros, o novo presidente, isolara Jo\u00e3o Goulart e ele, l\u00e1 no Rio Grande do Sul \u0096 atravessava momentos dific\u00edlimos para governar.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Ent\u00e3o veio a tentativa de golpe dos ministros militares que tentaram impedir a posse de Jo\u00e3o Goulart, que estava na China. Ele, indignado com a situa\u00e7\u00e3o, decidiu reagir e convocou seus companheiros para a rea\u00e7\u00e3o \u0096 desencadeando a Campanha da Legalidade. Segundo Brizola, tudo virou, as pessoas come\u00e7aram a afluir a pra\u00e7a fronteira ao Pal\u00e1cio Piratini \u0096 virou hist\u00f3ria.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Na sua opini\u00e3o, concluiu, o PDT vive momentos muito parecidos com os que ele viveu naquela \u00e9poca pouco antes do in\u00edcio da Legalidade, mas que ele acreditava na virada, que os ventos da hist\u00f3ria estavam soprando a favor do PDT. Explicou que o governo federal n\u00e3o s\u00f3 cai nas pesquisas como cada vez afasta-se mais das pessoas que o elegeram, que acreditava que a campanha eleitoral de outubro pr\u00f3ximo, na verdade, vai ser nacionalizada e o in\u00edcio da campanha eleitoral de 2006. Brizola garantiu que, na sua vis\u00e3o, as campanhas eleitorais para as elei\u00e7\u00f5es municipais deste ano e a presidente de 2006 ser\u00e3o uma s\u00f3.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Brizola morreu empenhado em construir condi\u00e7\u00f5es para que a proposta pol\u00edtica do PDT se fortalecesse em todo o pa\u00eds atrav\u00e9s do Encontro Nacional do PDT realizado em S\u00e3o Paulo, sua \u00faltima apari\u00e7\u00e3o p\u00fablica onde, proferiu seu \u00faltimo discurso \u0096 mostrando didaticamente toda a sua disposi\u00e7\u00e3o para a luta e a import\u00e2ncia de se preservar as mem\u00f3rias de Vargas, Jo\u00e3o Goulart e Marcondes Filho, pais do Trabalhismo. Brizola em seguida foi para o Uruguai e de l\u00e1 voltou, sozinho e em avi\u00e3o de carreira, j\u00e1 doente. Morreu na cancha confirmando uma das milhares de frases que eternizou no dicion\u00e1rio pol\u00edtico do Brasil: cavalo de ra\u00e7a morre na pista.<\/DIV><BR><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Brasilia, estiveram presentes o senador Cristovam Buarque(DF), o presidente do diret\u00f3rio distrital Ezequiel Nascimento, l\u00edderes partid\u00e1rios, militantes e estudantes. 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