Ação da Mulher Trabalhista define estratégias para candidaturas femininas de peso em 2026


Por Elizângela Isaque
04/04/2025

Foco na formação de quadros ainda mais qualificados para as próxima eleições e com um maior entrosamento entre a Ação da Mulher Trabalhista (AMT) e a Direção Nacional do PDT. Foi com essa ênfase que o ministro da Previdência Social e presidente nacional licenciado do partido, Carlos Lupi, empolgou as 25 representantes do movimento pedetista nesta sexta-feira (4) em Brasília (DF). Lideradas pela presidente nacional do movimento, Juliana Brizola, e pelas demais dirigentes da AMT, as líderes se reúnem até sábado (5), na sede do partido, onde, além de apresentarem seus relatórios estaduais, traçam as estratégias do movimento para as eleições de 2026.

E é exatamente com foco nessas diretrizes, que surgirão a partir de uma força-tarefa de organização centrada no próximo pleito, que a participação de Lupi foi taxativa quanto à necessidade de uma mobilização concreta para que as ações da AMT sejam efetivas no fortalecimento das trincheiras do partido em 2026. O objetivo é chegar lá com candidatas que tenham chances reais de ocuparem as cadeiras da disputa

Assim como tem convocado aos líderes em geral do partido, a elas, o ministro ressaltou a importância de uma boa formação política das militantes, por meio dos cursos oferecidos pela Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), para que todas as vertentes do Trabalhismo estejam latentes nas propostas de cada candidato do PDT.

“Queremos um projeto eleitoral com causa, ideologia. Por isso é tão importate a preparação de quadros, na formação política, como na área de gestão, cujo foco é a nossa ideologia trabalhista”, destacou o ministro, que acrescentou a necessidade de conhecer a realidade da AMT em cada estado, para um colaboração mais precisa da Direção Nacional no processo estratégico do movimento.

Ânimos revigorados e encorajamento

Ao celebrarem o nome de Juliana Brizola despontando nas pesquisas favoritíssimo para o governo no Rio Grande do Sul, as representantes da AMT manifestaram entusiasmo revigorado e o entendimento latente de arregaçarem as mangas com o senso na união. A tônica desse primeiro dia do encontro foi de encorajamento mútuo, sobretudo pelo fato de que várias encontristas terem em sua trajetória a experiência com mandatos, como a própria neta de Leonel Brizola, que é ex-vereadora e ex-deputada estadual.

“Nossas diferenças não podem ser maior do que o nosso propósito. Temos de nos fortalecer por dentro, para obtermos os resultados que desejamos lá fora”, ressaltou a senadora Leila Barros, presidente do PDT do Distrito Federal, em uma fala que amparou a declaração anterior da presidente do PDT de Pernambuco e da AMT do Recife, Isabella de Roldão, que também foi enfática quanto a importância do diálogo e da aliança entre as mulheres em prol do objetivo comum.

“Não existe um partido político forte sem um braço feminino forte”, asseverou Juliana, ao defender a importância da AMT para a manutenção da estrutura partidária e a importância de candidaturas femininas viáveis para que o número de eleitas seja o reflexo da realidade da população brasileira, composta em sua maioria por mulheres.

“O PDT sempre foi um partido de vanguarda, em relação à atenção e cuidado com as mulheres. Agora, mais do que nunca, ele precisa mostrar isso na prática”, afirmou Juliana Brizola.